PDF Herbert Spencer‟s racist evolutionist -Anais SIMFIP 2013 - FIPMoc - HERBERTH MARÇAL CHAVES MOREIRA CLIMATÉRIO, TRATAMENTO E A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA
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HERBERTH MARÇAL CHAVES MOREIRA CLIMATÉRIO, TRATAMENTO E A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Anais SIMFIP 2013 - FIPMoc

HERBERTH MARÇAL CHAVES MOREIRA CLIMATÉRIO, TRATAMENTO E A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA Oct 3, 2010 I would like to thank Joaquim Marçal, Sonia and Leia Pereira da Cruz Herbert Spencer‟s racist evolutionist theories and Auguste Comte‟s positivism provided In 1862, Francisco Ignacio de Carvalho Moreira, also imperial coun

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AL CHAVES MOREIRA CLIMATÉRIO,

TRATAMENTO E A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍS...

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HERBERTH MARÇAL CHAVES MOREIRA

CLIMATÉRIO,

TRATAMENTO E A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA

BELO HORIZONTE/MINAS GERAIS 2010

HERBERTH MARÇAL CHAVES MOREIRA

CLIMATÉRIO,

TRATAMENTO E A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Especialização em Saúde da Família,

Universidade Federal de Minas Gerais,

para obtenção do Certificado de Especialista.

Orientador(a): Prof.

Kátia Euclydes de Lima e Borges

BELO HORIZONTE/MINAS GERAIS 2010

HERBERTH MARÇAL CHAVES MOREIRA

CLIMATÉRIO,

TRATAMENTO E A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Especialização em Saúde da Família,

Universidade Federal de Minas Gerais,

para obtenção do Certificado de Especialista.

Orientador(a): Prof.

Kátia Euclydes de Lima e Borges

Banca Examinadora Prof.

Prof.

Prof.

Aprovada em Belo Horizonte ______ / ______/ ________

RESUMO

As reações emocionais ao climatério são diferentes entre as mulheres,

que muitas vezes vivenciam esse período de forma assintomática ou com sintomas inexpressivos,

entendendo-o como o início de uma nova etapa.

Atualmente,

duas condutas são oferecidas aos ginecologistas como recursos terapêuticos para prevenir e tratar as doenças e os sintomas relacionados ao climatério,

sendo eles: a terapia de reposição hormonal e o exercício físico.

O presente trabalho tem por objetivo discutir esses recursos e a metodologia adotada para a discussão foi uma revisão bibliográfica realizada em livros e periódicos indexados no banco de dados LILACS,

SCIELO,

MEDLINE,

Portanto,

embasado na prática clínica e na literatura médica,

vislumbramos a importância da contribuição multidisciplinar dos profissionais de saúde na Atenção Básica e no SUS de maneira geral.

Assim,

com esta contribuição multiprofissional transmitimos a importância da rotina de hábitos saudáveis para essas mulheres nessa fase do climatério.

Deve-se instruí-las para que procurem os serviços de saúde disponíveis em suas comunidades,

para que criem o hábito de buscar essas informações junto aos profissionais mais adequados,

bem como o de submeterem-se regularmente aos exames preventivos específicos de sua idade e à prática regular de exercícios físicos.

Essas condutas certamente contribuirão para diminuir temores que porventura existam entre as mulheres quanto à entrada no climatério,

como também para diminuir a incidência de doenças características dessa fase.

Palavras chave: climatério,

terapia de reposição hormonal,

ABSTRACT

Emotional reactions to the menopause are different for women,

who often experience this period of asymptomatic or with symptoms unimpressive,

considering it as the beginning of a new stage.

Currently,

two procedures are offered to gynecologists as therapeutic resources to prevent and treat diseases and symptoms related to menopause,

replacement therapy and exercise.

This paper aims to discuss these resources and the methodology adopted for the discussion was a literature review of books and periodicals indexed

LILACS,

SciELO,

MEDLINE,

Therefore,

based on clinical practice and in medical literature,

we glimpse the importance of the contribution of multidisciplinary health professionals in primary care in the SUS in general.

Thus,

this input multi transmit the importance of routine healthy habits for these women at this stage of menopause.

It should instruct them to seek health services available in their communities to create the habit of seeking this information with professionals best suited,

and to undergo regular preventive exams specific to their age and regular physical exercise.

Such conduct certainly help to reduce fears that may exist among women about to enter the menopause,

but also to reduce the incidence of disease characteristics of this phase.

Keywords: menopause,

SUMÁRIO

2 Objetivo

Durante minha trajetória como médico ginecologista,

e ultimamente como generalista da Saúde da Família,

e entendendo que a saúde da mulher é uma ação estratégica do SUS,

observei que pouco se fala sobre climatério,

de modo que as mulheres chegam a essa fase da vida com pouquíssimas informações a respeito

temores e inseguranças que poderiam ter sido evitados se elas estivessem bem informadas sobre o assunto.

O tema é de importância fundamental no que diz respeito à saúde física e emocional das mulheres,

com possível repercussão entre elas e os outros membros de suas famílias.

O próprio termo climatério é quase desconhecido entre as mulheres,

que costumam chamar o período de menopausa.

Deve-se fazer a diferença entre essas ter,

pois menopausa é a última menstruação da vida de uma mulher,

e climatério é o termo para denominar o período que vai dos 45 aos 65 anos,

quando diminuem as atividades dos ovários.

Assim,

a mulher não entra na menopausa,

(LORENZI,

2008)

As mulheres devem saber que nesse período ocorrerão alterações naturais em seus organismos e em suas vidas.

Embora o climatério se caracterize por apresentar sinais físicos pois se aproxima o fim da capacidade reprodutiva da mulher,

e também por alterações no corpo e estado emocional das mulheres — já que as transformações físicas influenciam funções do cérebro —,

é preciso esclarecer certos pontos que costumam ser alvo de conjecturas e geram grandes inseguranças nas mulheres.

Além disso,

é importante ressaltar que os sintomas variam de mulher para mulher.

(LORENZI,

e isso em função de seu ciclo menstrual ter se tornado irregular,

o que pode resultar em uma gravidez indesejada.

É aconselhável evitar a gravidez nessa fase,

pois a partir de certa idade uma gravidez oferece muitos riscos para a mulher e para o feto.

Alguns sintomas do climatério podem ser bastante desconfortáveis,

mas esse desconforto será tanto maior quanto maior for o desconhecimento que os acompanha.

Por exemplo,

se a mulher não sabe por que sofre de insônia em algumas noites,

ela pode superestimar um sintoma que,

poderia ser superado sem maiores transtornos para a sua vida.

Do mesmo modo,

que dificulta as relações sexuais,

é um problema que pode ser facilmente contornado com procedimentos

recomendados pelos profissionais de saúde que estiverem orientando as mulheres (LORENZI,

2008)

O presente trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica realizada em livros e periódicos indexados no banco de dados LILACS,

SCIELO,

MEDLINE ,

Como descritores de assunto,

palavras e títulos foram utilizados os termos: climáterio,

prevenção e promoção da saúde.

Não houve definição de períodos específicos para a busca das informações.

Assim,

o período torna-se uma ameaça,

pois essas mulheres criam a falsa idéia de que suas vidas vão acabar porque não menstruam mais ou a de que não devem mais manter relações sexuais com seus companheiros porque não podem mais gerar filhos.

Diversas mudanças fazem parte desse período,

é um evento muito significativo,

tanto no que diz respeito à condição física como emocional da mulher (OLIVEIRA et al,

2000).

A fisiologia hormonal da mulher com seus hormônios,

que são compostos químicos produzidos por glândulas e que se encontram em toda a extensão somática e circulam pelo corpo,

normalmente usando a corrente sangüínea.

Esses hormônios têm o potencial para alterar ou regular o funcionamento de outros órgãos e outras estruturas,

e sua liberação de hormônios é uma das maneiras usadas pelas diferentes partes do corpo para se comunicar (MACHADO,

2000)

Os hormônios sexuais femininos importantes para a mulher são os estrógenos,

a progesterona e a testosterona.

Eles são sintetizados nos ovários,

que são as glândulas sexuais que produzem os óvulos (PÉRET et al,

quando estas mulheres ainda estavam no útero de suas mães,

mas permaneceram frequentemente inativas durante a infância.

Entretanto,

por conta de alterações hormonais essas glândulas entram em ação produzindo o desenvolvimento e o desejo sexual,

além das variações de humor que todos associamos a essa fase (RIBEIRO,

assim como vários outros hormônios,

e os níveis desses hormônios se alternam com determinada época ciclo ovulatório (PÉRET et al,

por estimular o tecido glandular mamário e deixar a parede vaginal mais densa.

Esse hormônio tem um papel essencial na composição óssea e acredita-se que se apresente como uma variável importante no sistema cardiovascular (PÉRET et al,

que é produzida pelo ovário somente durante a segunda metade do ciclo menstrual,

prepara o revestimento do útero para que um óvulo possa ser implantado.

Esse hormônio produz outros efeitos importantes em vários dos tecidos sensíveis ao estrógeno (OLIVEIRA et al,

no aumento da disposição e no desenvolvimento da massa muscular (BEREK,

1998).

A manutenção do equilíbrio dos hormônios sexuais é dependente da glândula hipófise e dos ovários.

A hipófise e os ovários se comunicam constantemente por seus respectivos receptores hormonais,

e essa comunicação hormonal controla as alterações nos ciclos menstruais e a produção de óvulos.

A hipófise produz o hormônio folículo estimulante (FSH) e o luteinizante (LH) que fazem um feedback com o ovário (BEREK,

1998).

Os ovários na fase da menopausa interrompem a produção de óvulos e,

a produção de seus hormônios sexuais.

Entretanto,

essa interrupção é gradativa.

Na maioria das vezes quando as pacientes ultrapassam os 40 anos,

o que pode levar a um aumento do volume ou da freqüência de sua menstruação,

dando início ao processo de "perimenopausa".

A flutuação na produção de estrógeno e,

são as principais causas responsáveis pelos desconfortos e preocupações com a saúde associadas à menopausa (BEREK,

1998).

Assim,

os níveis de estrógenos permanecem instáveis confundindo o termostato orgânico,

causando instabilidade vasomotora,

fazendo com que a paciente inicie os sinais e os sintomas como: as ondas de calor,

Observa-se também,

com a redução drástica dos níveis de estrógeno,

alteração no ciclo do sono e uma redução do tônus muscular,

principalmente na área pélvica (BEREK,

1998).

No início do século XX,

apenas 6% das mulheres atingiam a menopausa e estima-se que no ano 2025,

(FAVARATO,

como fenômeno socializado e como tal compartilhado é um acontecimento que passa a ter visibilidade,

sobretudo a partir do século XX.

Historicamente,

a menopausa é considerada um "não evento",

socialmente é um acontecimento invisível.

Em nenhuma cultura ou sociedade,

existem ritos de passagens para essa fase como existem para outros acontecimentos da vida da mulher,

como a menarca ou o rompimento do hímen (FAVARATO,

2001).

Paradoxalmente,

a menopausa é vivida por algumas mulheres como um dos marcos mais visíveis e temíveis de suas vidas,

pois têm que se deparar não só com questões relativas ao fim de sua vida reprodutiva,

mas também com o envelhecimento e com inúmeras fantasias associadas ao fim de sua sexualidade e feminilidade Nos países industrializados,

isso é vivido pelas mulheres de 50 a 52 anos,

e um ou dois anos a menos em países em desenvolvimento.

Calcula-se que,

Se for considerado o fato de que a expectativa de vida das mulheres até o século XIX era de 38 anos,

pode-se dizer que a experiência da menopausa é um acontecimento quase que restrito às mulheres do século XX,

bem como sua sistematização e medicalização (TRENCH,

2005).

Assim,

a menopausa representa um marco na determinação de mudanças na vida da mulher.

No que diz respeito às doenças,

destaca-se a doença cardiovascular que,

é mais prevalente,

quando comparada com a fase pré-menopausa.

Estudos epidemiológicos demonstraram que com a idade,

as mulheres apresentam aumento progressivo na incidência da Doença Isquêmica do Coração (DIC)

aproximando-se ao dos homens em torno dos 65 anos (FAVARATO,

2001).

As reações emocionais ao climatério são diferentes entre as mulheres,

que muitas vezes podem vivenciar esse período de forma assintomática ou com sintomas inexpressivos,

entendendo-o como o início de uma nova etapa.

Ou seja,

entendendo-o como um amadurecimento existencial que lhes permitirão uma vida com maior segurança e confiança.

Outras mulheres porém vivenciam-no de forma negativa e apresentam vários sintomas e queixas psíquicas,

destacando-se a irritabilidade,

a depressão e as disfunções sexuais (alterações do desejo,

Observa-se que os sintomas são mais exacerbados em mulheres que perderam seu papel social e não redefiniram seus objetivos existenciais (GALVÃO,

podemos facilmente identificar um traço que parece comum e presente em diferentes sociedades e épocas históricas: a valorização da mulher na fase reprodutiva e a sua desvalorização na fase não reprodutiva.

(Héritier,

mostrando que na cultura dos Iroqueses (tribo indígena da América do Norte),

as mulheres maduras dispunham de certos poderes consideráveis,

em especial sobre as mulheres mais jovens

o fato de que tal poder não era extensivo aos homens,

nem sequer igualitário (TRENCH,

associa-se ao fim do ciclo reprodutivo das mulheres imagens,

gestos que se mostram impregnados de conteúdos patológicos,

Algumas dessas imagens que constituem o repertório simbólico associado à mulher que está no climatério ou na menopausa,

poderiam hoje ser alçadas à condição de mito,

como a definição que se encontra em um tratado médico do século XVIII: "O climatério é um ano considerado supersticiosamente como azarado.

Tempo enfermo para o temperamento e perigoso por suas circunstâncias.

Se está climatérica quando se está de mau humor" (PALACIOS,

1996).

Menopausa é a soma de duas palavras gregas que significam basicamente mês e fim.

A palavra climatério,

Até finais da década de setenta utilizava-se a palavra climatério para designar o período que antecedia o fim da vida reprodutiva e menopausa para nomear o cessar definitivo do mênstruo.

Em 1980,

um grupo científico de investigação da menopausa da OMS propôs uma padronização da terminologia,

suger indo que o termo climatério fosse abandonado e substituído por perimenopausa (TRENCH,

2005)

Na prática,

o que vemos é o uso indiscriminado dos dois termos.

Em publicações antigas e quando dirigidas ao público leigo,

como a que encontramos em um almanaque publicado no início do século XX: "Diga o que disser e faça o que fizer,

há uma idade em que necessariamente a mulher,

deixa pelo menos de poder ser mãe.

É uma lei da natureza a que não há de fugir por mais que se tente.

A única coisa que sabíamos exatamente sobre o caso de declínio do vigor num certo período da vida

É pelos quarenta e cinco anos,

Algumas vezes esta mudança vem cedo,

Certas mulheres são "desfeminisadas" aos 35,

38 anos.

Outras não o são senão passados os cinqüenta.

Como explicar estas anomalias bizarras

1930,

O climatério é um período de transição da etapa reprodutiva para não reprodutiva.

Isso se relaciona a deficiência do hormônio estrogênio,

que vai diminuindo nesse período.

O climatério está dividido em três fases: perimenopausa,

menopausa e pós-menopausa.A perimenopausa é um período que começa quando a mulher está com,

45 anos,

antes da parada definitiva da menstruação que já se apresenta irregular.

E é nessa fase que surgem,

alguns sintomas como: ondas de calor,

irregularidade menstrual e também alterações urogenitais (BEREK,

1998).

Já a menopausa é a ausência de menstruação por um período de 12 meses consecutivos,

em função da perda da atividade ovariana,

que ocorre por volta dos 51 anos.

E a terceira fase é a pós-menopausa.

Essa fase acontece depois da parada menstrual definitiva e seguirá pelo resto da vida da mulher (BEREK,

1998).

A mulher tende a sentir tontura,

que chamamos de fogachos e a diminuição do desejo sexual.

A pele se torna ressecada,

tendo maior propensão a rugas e os cabelos e pêlos ficam quebradiços.

Para além destas alterações de ordem físicas,

o período pós-menopausa atingem o emocional feminino e refletem na sua rotina de vida.

A mulher pode se sentir insatisfeita,

não desejável e desmotivada nas relações sociais,

familiares e íntimas (RIBEIRO,

por causa da redução do nível de estrógeno.

A conseqüência desta perda óssea é a osteoporose que podem causar fraturas podendo acontecer com pequenos esforços ou mesmo espontaneamente (BEREK,

1998).

Dessa maneira,

a mulher para manter a sua saúde física e emocional,

necessita repor aqueles hormônios que deixou de produzir e que até então lhe garantem saúde e vitalidade.

A principal orientação médica para combater esses agravos seria o uso da Terapia de Reposição Hormonal (TRH) (OLIVEIRA et al,

2000).

Com o atual aumento da expectativa de vida nas sociedades contemporâneas,

vale lembrar que as mulheres passam pelo menos um terço da vida no climatério.

Dessa maneira,

viver mais e com mais qualidade de vida significa passar pelo climatério sem tanto sofrimento

com redução significativa dos sintomas.

A partir do início do século XX,

a medicina se apropria das questões associadas ao climatério de pelo menos duas maneiras: primeiramente,

ao minimizar os problemas relacionados a essa fase da vida,

e ao desenvolver técnicas que visam adiar ou eliminar a menopausa (RIBEIRO,

na segunda metade do século XX,

predomina a visão intervencionista.

Uma vez que o término da ovulação passa a ser considerado uma morte prematura da mulher e uma tragédia sob o ponto de vista da medicina moderna,

é que se ganha um poderoso aliado: a Terapia de Reposição Hormonal (ALMEIDA,

1930,

p.153) São muitos os benefícios da TRH,

entre eles estão: a redução dos calores,

depressão e mudanças de humor

a diminuição das desordens genitais,

como a secura e o prurido vaginal,

redução os distúrbios urinários como a urgência e a incontinência urinária,

a diminuição de secura e o enrugamento da pele,

a diminuição da perda óssea com prevenção da osteoporose (BEREK,

Eternamente Feminina (1966,

promete com a TRH provocar uma verdadeira revolução biológica no organismo feminino.

Ele convida todas as mulheres a participarem dessa aventura,

e serão "eternamente femininas" ao desfrutarem da juventude eterna: "Entre quase cem milhões de mulheres que vivem nos Estados Unidos de hoje,

variando hoje entre seis a doze mil,

constituem os baluartes de uma nova revolução sexual.

Elas estão apontando o caminho de um desenho biológico novo para cada mulher.

As mulheres deste grupo primeiro,

são diferentes de qualquer outra mulher desde o alvorecer da raça humana: elas nunca

Ao invés de serem condenadas a testemunhar a morte de sua própria feminilidade,

durante os anos que deveriam ser os melhores,

elas permanecerão integralmente femininas,

física e emocionalmente,

Talvez você tenha passado ao lado na rua ou as tenha visto no ônibus.

Você poderá encontrá-las em uma festa,

Talvez uma delas trabalhe no seu escritório.

Você não o saberá,

a menos que conheça suas idades.

Porém quando você encontrar uma mulher de 50 anos aparentando 30,

ou uma mulher de 60 aparentando

é provável que ela seja uma das privilegiadas que se beneficiarão das novas técnicas para evitar a menopausa".

(WILSON,

1966,

Para que os hormônios sejam prescritos pelos médicos às mulheres,

Wilson (1966,

p.20) estabelece claramente a relação menopausa-patologia,

e faz uma analogia entre a menopausa e o diabetes,

dizendo que estrógeno representa para a menopausa o mesmo que a insulina para o diabetes: "No decurso do meu trabalho,

que se desdobrou durante quatro décadas e abrangeu centenas de casos clínicos cuidadosamente documentados,

tornou-se evidente que a menopausa,

longe de ser um ato do destino ou um estado de espírito

Usando uma analogia grosseira,

você poderá comparar a menopausa a uma doença semelhante à diabetes.

Ambas são causadas pela falta de certa substância na química orgânica.

Para curar o diabetes,

suprimos a substância ausente com a insulina.

Uma lógica similar pode ser aplicada à menopausa: os hormônios que faltam podem ser substituídos." (WILSON,1966,

Embora esse novo conceito,

tenha sido aceito com ressalvas pela classe médica devido ao conservadorismo presente nessa profissão,

ele defende que alguns princípios clínicos,

acham-se firmemente estabelecidos e deverão ser aceitos

entre eles: “A menopausa é curável”.

Sob tratamento adequado,

quase todos os sintomas cessam na grande maioria dos casos.

As modificações físicas típicas da meia-idade podem ser anuladas e as funções sexuais podem ser restauradas e acompanhadas por uma aparência integralmente feminina.

A única função que não pode ser restituída é a fertilidade.

“A menopausa é perfeitamente prevenível.

Nenhuma mulher precisa sofrer a menopausa,

se receberem tratamento preventivo desde seu início” (WILSON,

1966,

A partir da década de 1970,

não só os princípios clínicos de Wilson são aceitos como os medicamentos,

tais como o etinil estradiol são apresentados na forma de comprimidos,

adesivos e pomadas vaginais sob diferentes nomes fantasia (TRENCH,

2005) 15

Paralelamente,

são criadas associações de estudos como a International Menopause Society,

As clinicas para o tratamento da menopausa se proliferam principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra,

e as publicações cientificas como a Woman's guide to the menopause (1978),

dedicam-se a narrar tanto os resultados obtidos com os novos medicamento (TRENCH,

2005).

O movimento feminista,

que desde o seu início nos anos 60,

nutre profundas suspeitas em relação aos esteróides,

manifestos como Woman and crises in sex hormones de Barbara Seaman e a rede feminista denominada National Women's Health Network.

Como resultado desse movimento social,

obrigar as indústrias farmacêuticas a incluir uma relação de todos os efeitos colaterais e contraindicações em todas as embalagens de hormônios de reposição colocados à venda (TRENCH,

2005).

O discurso de Reitz sobre a reposição hormonal sintetiza a posição de algumas feministas da época: "Não me disseram que minha produção de estrogênio continua embora eu não esteja mais produzindo óvulos.

Deixam subtendido que esta produção para por completo,

a fim de me venderem a terapia de reposição de estrogênio.

Não vou me deixar enganar...

Sei que mesmo sem a reposição de estrógeno as glândulas endócrinas vão regular a atividade hormonal e aumentar a produção de estrogênio.

Os médicos não sabem como isso funciona ou que glândulas não identificadas também entram nesta atividade,

mas conversam entre si e admitem que isto ocorre.

Se o dinheiro reservado a pesquisas médicas que estudam o organismo masculino durante as viagens à lua tivesse sido usado em parte aqui mesmo,

para conhecer o funcionamento do organismo feminino durante a menopausa,

acho que teria sido mais bem empregado.

Usar meu corpo para experimentos,

brincar de adivinhação e ainda cobrar por isso

1994,

A partir da década de 1980 começam a ser publicados livros que buscam valorizar esse período e evidenciar o quanto essa fase pode ser rica e produtiva.

Nesse enfoque,

encontram-se os trabalhos de Mankovitz (1987) (TRENCH,

Mulher,

Maturidade e Mudança.

Nesse último livro,

Greer,

polemiza com os livros de auto-ajuda,

dirigidos à mulher de meia-idade,

que tendem a afirmar que é desnecessária qualquer mudança nessa fase,

que ela pode continuar o que sempre foi,

a amante atraente e receptiva,

considerarem a possibilidade de que a mulher talvez esteja,

1994).

Tomar ou não tomar hormônios é uma das questões fundamentais colocadas pelas mulheres que hoje se aproximam da menopausa.

A polêmica se estende ao meio médico,

ao surgir depoimentos de profissionais francamente favoráveis à Terapia de Reposição Hormonal contrapondo aqueles profissionais radicalmente contra (BEREK,

1998).

Em uma breve revisão bibliográfica sobre os benefícios da TRH serão vistas tanto pesquisas que associam ao uso da Terapia de Reposição Hormonal inúmeros benefícios,

principalmente para prevenção de distúrbios vasculares (PSATY,

1993),

como as que negam tal relação (HEMMINKI,

Pode-se encontrar as mesmas contradições em pesquisas que focalizam qualquer outra sintomatologia associada à menopausa,

A Organização Mundial de Saúde assim se mani