PDF- -As dificuldades de Aprendizagem no Contexto Escolar - Revista - O TRABALHO PEDAGÓGICO FRENTE À DISGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

LHO PEDAGÓGICO FRENTE À DISGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL...

Description

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO: MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO

CLÉBER DOS SANTOS DE OLIVEIRA

O TRABALHO PEDAGÓGICO FRENTE À DISGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

MONOGRAFIA DE ESPECIALIZAÇÃO

MEDIANEIRA 2014

CLÉBER DOS SANTOS DE OLIVEIRA

O TRABALHO PEDAGÓGICO FRENTE À DISGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Monografia apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Especialista na Pós Graduação em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino

Modalidade de Ensino a Distância,

da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR – Câmpus Medianeira.

Orientador(a): Prof.

Silvana Mendonça Lopes Valentin

MEDIANEIRA 2014

Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação Especialização em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino TERMO DE APROVAÇÃO

O TRABALHO PEDAGÓGICO FRENTE À DISGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL Por Cléber dos Santos de Oliveira

Esta monografia foi apresentada às.

Modalidade de Ensino a Distância,

da Universidade Tecnológica Federal do Paraná,

Câmpus Medianeira.

O candidato foi arguido pela Banca Examinadora composta pelos professores abaixo assinados.

Após deliberação,

a Banca Examinadora considerou o trabalho aprovado.

______________________________________ Profa.

Silvana Mendonça Lopes Valentin UTFPR – Câmpus Medianeira (orientadora)

____________________________________

Profa.

Me Claudimira Bortoloto UTFPR – Câmpus Medianeira

_________________________________________ Prof.

Me.Lairton Moacir Winter UTFPR – Câmpus Medianeira

Dedico este trabalho primeiramente a Deus,

a minha esposa e ao meu filho,

pessoas que sempre acreditaram em mim e foram fundamentais na conquista deste sonho.

AGRADECIMENTOS

A Deus por ter permitido a realização desse sonho e por ter guiado meus passos neste percurso.

A minha orientadora por ter aceitado me orientar nesta pesquisa e por compartilhar um pouco de todo o saber que construiu no decorrer de sua trajetória universitária.

A minha família,

da qual tive total apoio nos momentos de dificuldade e que me incentivaram a prosseguir e a enfrentar todos os obstáculos.

A minha esposa,

que sempre compreendeu a razão de minha ausência e esteve pronto para me ajudar em tudo que precisei.

Enfim,

RESUMO

A disgrafia é caracterizada por problemas com a linguagem e escrita,

as quais dificultam a comunicação de idéias e de conhecimentos,

através desse específico canal de comunicação.

O objetivo principal desta monografia é o estudo das dificuldades específicas de aprendizagem em crianças,

com ênfase para as questões relacionadas ás características da disgrafia,

e aumentar o conhecimento de alunos e professores acerca desses distúrbios,

bem como saber identificá-los quando se apresentar nas salas de aula.

Toda a revisão de literatura foi fundamentada em consultas e pesquisas de especialistas na área.

Para atingir estas informações foi realizada uma pesquisa bibliográfica e um questionário qualitativo com professores de níveis fundamental,

de uma escola municipal do município de Guairaçá,

tendo como resultado a importância de informações mais aprofundadas sobre este assunto,

e a participação mais ativa dos pais para que juntos possam oferecer uma educação de qualidade e digna para os alunos disgrafia.

Enfim é fundamental entender e saber lidar com as necessidades de cada um.

PALAVRAS CHAVES: Aluno

Aprendizagem

Disgrafia

ABSTRACT

Dysgraphia is characterized by problems with written language,

which hinders the communication of ideas and knowledge through this particular channel of communication.

The main objective of this monograph is the study of specific learning difficulties in children,

with emphasis on issues related to characteristics dysgraphia,

and increase the knowledge of students and teachers about these disorders,

as well as learn to identify them when present in rooms class.

Entire literature review was based on consultation with experts in the field of research.

To achieve this information a literature search and a qualitative questionnaire with teachers from elementary levels,

a municipal school in the municipality of Guairaçá,

resulting in the importance of in-depth information on this and more active participation of parents so that together was held can provide a quality education for students and dignified finally dysgraphia is critical to understand and deal with the needs of each.

KEYWORDS: Student

SUMÁRIO

FUNDAMENTAÇÃO TEORICA ............................................................................13 2.1 Alguns Princípios distúrbio na aprendizagem...........................................

..........13 2.2 Dificuldades de aprendizagem: Algumas consideração ......................................14 2.3 Disgrafia ..............................................................................................................15 2.4 Tipos de Disgrafia .......................

........................................................................18 2.5.

Fatores que causa Disgrafia ..........................................……..................…….…19 2.6 Influência da Disgrafia na Leitura .......................................................................19 2.7 A Função dos Professores de Alunos disgráficos ...............................................20 3.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA.....................................22 3.1 Procedimentos Metodológicos..........................................................................

RESULTADOS E DICUSSÃO...............................................................................24 5.

CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................37 REFERÊNCIAS ……………………………………………………………..………….....

A fala,

a leitura e a escrita não podem ser consideradas como funções autônomas e isoladas,

mas sim como manifestações de um mesmo sistema,

que é o sistema funcional da linguagem (JOSÉ e COELHO,

2000).

Dessa forma,

esses aprendizados fazem parte de um processo progressivo,

onde a criança eterniza experiências auditivas,

e passando a diferenciá-los uns dos outros,

atribuindo-lhes significados e armazenando-os na memória.

Entra as formas destacadas aqui,

a escrita é uma das formas mais elevada da linguagem,

pois vai além da decodificação gráfica,

Onde implica na compreensão de um conjunto de traços visuais de que possuem valores simbólicos Para Morais (2006),

disgrafia acontece quando há uma incapacidade de recordar a grafia da letra uma deficiência na qualidade do traçado gráfico,

não associado ao comprometimento

desenvolver-se e manifestar-se de diferentes formas.

Em meio a esse contexto,

o objetivo desse estudo é coletar informações sobre este transtorno,

Assim,

como também realizar coleta de dados por meios de questionário que será entregue a professores do ensino fundamental da cidade de Guairaçá

Posteriormente estes dados serão colocados em forma de gráfico para análise percentual dos problemas diagnosticados em alunos por sala e em sexo masculino e feminino.

A escolha do tema justifica-se pela constatação do grande número de alunos que apresentam problemas de disgrafia que ainda não foram superados mesmo ao final de sua alfabetização.

Sabe-se que as dificuldades de escrita em língua portuguesa acompanham o educando em processo de alfabetização,

contudo é fato que muitos professores encontram-se perdidos pela grande falta de informação quando este tipo de problema se prolonga nos anos finais.

A percepção do distúrbio nos alunos é de grande relevância para que se permita ao professor orientar seus encaminhamentos metodológicos,

como também ao aluno para que se possa superar o problema sem mais prejuízos ao desenvolvimento escolar.

Dessa forma a proposta dessa pesquisa envolve elencar informações referentes à disgrafia,

que possam proporcionar aos educando um maior conhecimento a respeito do assunto,

como também servir como base de apoio às pessoas com esse tipo de transtorno,

através de um estudo bibliográfico acerca do tema em questão.

FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

O termo aprestando sempre foi tema muito debatido entre os professores e pedagogos envolvidos na área da educação e distúrbio na aprendizagem,

não é sinônimo de deficiência mental de alunos.

Dificuldades relativas ao desenvolvimento da linguagem da escrita podem ocorrer de maneiras diversas.

Segundo Nutti (2009) distúrbios de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição,

Por outro lado,

o termo “distúrbio” e “transtorno” de aprendizagem estão mais vinculados aos problemas intrínsecos ao aluno,

sugerindo a existência de comprometimentos neurológicos (JARDINI e SOUZA,

2006).

Este tipo de problemas poder afetam negativamente a vida escolar,

causando sofrimento e perda de aprendizagem.

Distúrbio de

Aprendizado,

comumente identificado pela sigla “DA”,

tem sido considerado problema específico da leitura,

escrita e de raciocínio matemático,

identificado em geral nos primeiros anos escolares (NEVES e BATIGÀLIA,

2011).

Para Fonseca (1995),

compreende (DA) é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e utilização da compreensão auditiva,

da escrita e do raciocínio matemático.

De acordo com o CID – 10 os Transtornos Específicos do Desenvolvimento das Habilidades Escolares são compostos por grupos de transtornos manifestados por comprometimentos específicos e significativos no aprendizado de habilidades escolares.

O diagnóstico dos distúrbios de aprendizagem deve ser realizado por uma equipe

Psicologia/neuropsicologia,

uma vez que o quadro confirmação o diagnóstico,

pode ser acompanhado para não comprometem a aprendizagem da criança.

A aprendizagem é um processo que acontece naturalmente durante o desenvolvimento da criança,

trazer o conhecimento mal trabalhado pelo professor pode desencadear diversos distúrbios não identificados,

e acaba se tornando um Peso A preocupação com dificuldades na aquisição da leitura e escrita durante o processo escolar se dá muitas vezes,

quando o educando já deveria ter superada esta etapa.

Assim sendo CALDEIRA E ET AL.

(2004),

a função de professores é analisar tais dificuldades de cada aluno na aprendizagem devido a tais distúrbios,

pois muitos de nós desconhecemos tais dificuldades,

seus sintomas e suas características,

atribuindo inclusive adjetivos preconceituosos aos alunos que apresentam.

Os que o sim pedem de reconhecer e ajudar o aluno.

para ser enfrentado de forma adequada nas escolas e nas famílias,

requer esforços para que se supere a superficialidade das abordagens do senso comum.

Para isso,

são necessários maiores esclarecimentos por parte de profissionais á família,

e investimentos na formação inicial e continuada dos professores.

Na disciplina de Língua Portuguesa se faz necessário que o aluno esteja com seu processo de alfabetização concluído,

escrever e interpretar são pré-requisitos básicos em sua vida escolar.

De Acordo com Garcia (1998) a dificuldade na aprendizagem não esta relacionada unicamente com algum tipo de lesão cerebral ou problemas neurológicos,

dificuldades de relacionamento com os professores.

Tais fatores que podem levar ao fracasso escolar podendo estar comprometendo o psicológico,

neurológicos e pedagógicos do aluno.

Portanto é necessário um conhecimento por parte do educador em relação a tais distúrbios,

que pode afetar diretamente ou indiretamente a leitura e escrita do educando.

E dessa forma,

intervir para que o mesmo venha a superar estas dificuldades.

Vale ressaltar que Lei n° 9.394-1996(LDB),

favorecer a promoção de aprendizagem inclusiva dinâmica,

aberta sem perder de ponto a concepção humanista para a formação de indivíduos e cidadãos críticos.

A leitura e a escrita são fundamentais para a inserção do educando na sociedade como indivíduo e cidadão atuante.

Portanto seu fracasso escolar atinge diretamente em sua função social,

cabendo aos professores e a família observá-los e encaminhá-los aos profissionais qualificados no intuito de diagnosticar e procurar trabalhar para promover uma melhora nessas dificuldades,

tornando-o individuo integrado em seu contexto social.

Uma vez diagnosticada,

logo se percebe que ela dificulta o processo de aprendizagem da escrita,

pois o educando sente dificuldades para realizar suas tarefas,

e se sente inibido diante de seu professor que não consegue entender o que ele escreve.

Para Torres e Fernández (2001) define etimologicamente,

disgrafia como um derivado dos conceitos “dis” (desvio) + “grafia” (escrita),

é uma “perturbação” de tipo funcional que afeta a qualidade da escrita do indivíduo.

Seu traçado ou “grafia” fica comprometido,

pois se sente pressionado a ler o que muitas vezes nem ele mesmo consegue para seu professor.

A disgrafia pode acompanhar uma criança desde muito cedo,

aos quatro anos já traz em si uma performace no traçado,

e já é possível fazer constatar que há algum problema.

Diante da suspeita,

o primeiro passo é iniciar uma investigação minuciosa comparando o traçado proposto dessa idade com a média de grafia para a idade equivalente,

sendo possível o diagnóstico,

Também é muito importante que se faça uma avaliação psiconeurológica global.

Aspectos como a má formação nos anéis

letras colocadas umas sobre as outras

chagando a marcar outras páginas do caderno

inversão de letras (escrita em espelho),

podem ser observados já nos primeiros anos de alfabetização por parte de um profissional atento,

ou que já estudou algo nessa área (ALMEIDA ,

2010).

Há atualmente estudos que abordam a tese de que a criança com disgrafia terá provavelmente problemas de leitura,

e outras complicações envolvendo ombros,

estes ligados aos tonos múscular.

Em alguns casos,

a disgrafia associa-se a disortografia,

esta se dá por “erros ortográficos”,

que não é acompanhada necessariamente de erros.

É Muito Importante o reforço positivo quanto a caligrafia da criança,

muitas vezes deixamos de tentar estratégias que possam fazer com que a criança vá sentindo segurança em sua escrita.

Para Correia,

como ele ás recebe e exprime.

As mesmas podem,

manifestar-se nas áreas da fala,

envolvendo déficit que podem implicar em problemas de memória preceptivas,

Essas dificuldades resultam em privações sensoriais,

perturbações emocionais ou sociais,

embora possa haver a possibilidade de ocorrerem juntamente,

provocar alterações no modo como o indivíduo interage com o meio.

Isso tudo faz com que a criança comece a se limitar,por medo de errar.

De acordo com Drouet (2006,

“disgrafia é a dificuldade na utilização dos símbolos gráficos para exprimir idéias.

Caracteriza-se pelo traçado irregular das letras e pela má distribuição das palavras no papel.” Segundo AJURIAGUERRA (apud Ana Maria Salgado Gómez 1998,

p.163) “será considerada disgráfica toda criança cuja escrita seja defeituosa,

quando ela não tiver um importante déficit neurológico ou intelectual que o justifique.

Crianças intelectualmente normais escrevem devagar e de forma ilegível o que atrasa seu progresso escolar.” Identifica

p.19): [...] a partir da descrição que se percebe a importância de o professor ter conhecimento suficiente sobre o assunto,

levando em consideração que qualquer aluno que ainda esteja em processo de desenvolvimento escolar e principalmente desenvolvimento da escrita,

terá uma visível dificuldade ao traçar as letras.

Portanto,

o professor deverá orientar os alunos a realizarem adequadamente a escrita para evitar a permanência de traçados incorretos e,

Segundo Garcia (1998),

“a disgrafia é uma dificuldade no desenvolvimento da escrita,

mas só se classifica como tal quando,

a qualidade da produção escrita mostra-se muito inferior ao nível intelectual de quem a produz.

Quanto às outras dificuldades a escrita ruim vem associada a um baixo nível intelectual.” Além disso,

(IBID,

1998),

também afirma que “a disgrafia geralmente apresenta-se com outras alterações superpostas como os transtornos do desenvolvimento na leitura,

transtornos no desenvolvimento da linguagem,

transtornos do desenvolvimento matemático,

transtornos de habilidades motoras e transtornos de conduta do tipo desorganizado.” Alves (2012 ,

p.1) vem ao encontro dessa idéia,

quando descreve: Com relação ao diagnóstico das dificuldades de aprendizagem da escrita não se deve pensar que uma das causas dessa dificuldade seja uma inteligência baixa,

sendo que o mais importante é o tipo e a quantidade de erros.

É interessante que se faça a realização de testes de leitura (precisão,

o que representa o grupo principal para o diagnóstico da dislexia na criança.

A criança com disgrafia apresenta uma série de sinais ou manifestações secundárias motoras,

que acompanha a dificuldade no desenho das letras,

e que por sua vez a determinam.

Entre estes sinais encontram-se uma postura incorreta,

forma incorreta de segurar o lápis ou a caneta,

demasiada pressão ou pressão insuficiente no papel,

ritmo da escrita muito lento ou excessivamente rápido.

Segundo a Associação Portuguesa de pessoas com Dificuldades de Aprendizagem específicas,

os sinais indicadores de disgrafia são: Postura gráfica incorreta,

Forma incorreta de segurar o instrumento com que se escreve,

Deficiência da preensão e pressão,

Ritmo de escrita muito lento ou excessivamente rápido,

Letra excessivamente grande,

Inclinação,

Letras desligadas ou sobrepostas e ilegíveis,

Traços exageradamente grossos ou demasiadamente suaves,

Ligação entre as letras distorcida.

(MORAIS,

2002,

Em uma matéria publicada na Revista Veja (2012,

os sinais da disgrafia foram abordados como: Os sintomas da disgrafia não se referem exclusivamente à escrita.

Alguns outros sinais de alerta podem ajudar os pais antes mesmo da alfabetização dos filhos.

“Se você leva a criança a uma festa junina,

observe se ela tem ritmo para acompanhar as músicas,

memória para fixar os passos e atenção aos movimentos”,

Se observada alguma dificuldade nesse sentido,

hora de estimular a prática de exercícios físicos como correr e nadar,

além de brincadeiras como amarelinha,

pintura e recorte para estimular a parte motora dos pequenos.

A falta dessas atividades pode comprometer o tônus muscular,

piorando a já difícil situação dos disgráficos.

Considerando aprender pouco,

a problemática contorna a ênfase do desconhecimento do professor com relação aos problemas comportamentais e distúrbios de aprendizagem,

que levam a uma atuação equivocada no processo educacional.

Por esse motivo,

ter conhecimento sobre dificuldades e distúrbios de aprendizagem pode ajudar o professor,

já que estudos demonstram que o professor é o intermediário para a procura dos pais aos serviços de saúde,

com queixas de distúrbios ou dificuldades de aprendizagem.

Tipos de Disgrafia

Existem vários tipos de disgrafia,

sendo caracterizadas como: Posturais,

que é identificado com a dificuldade de escrever originada pela má postura no momento de escrever,

como o costume de apoiar-se sobre a mesa,

aproximar muito a folha dos olhos,

apoiarem a cabeça enquanto escreve,

folha muito virada para a direita ou esquerda,

Há ainda as Disgrafias de Preensão,

que são caracterizadas como palmar (a criança pega o lápis com o polegar e os três ou quatro últimos dedos,

deixando o polegar em cima do indicador,

ou ainda preensão sobre a ponta do lápis,

o fato de segurar o lápis entre o dedo indicador e o médio,

Na disgrafia de pressão as letras são desenhadas com traços muito fracos,

conhecidos como “asas de mosca”,

ou quando há pressão excessiva no traço ao escrever,

conhecida como “amassafolha” e ainda a letra “parkinsoniana”,

caracterizada pela letra pequena,

Disgrafia de direcionalidade pode ser dividida em descendente,

havendo ainda as Disgrafias de giro,

onde as letras que necessitam de traços circulares na sua execução (a,o,d,g,f,q) são escritas com giros invertidos,

Disgrafias de ligação é quando há falta de ligação entre as letras na escrita cursiva,

ou então há ligação simbiótica,

as letras são escritas coladas entre si,

sem as linhas de união definidas.

Disgrafias figurativas,

dada pela mutilação e distorção das letras,

caracterizada pela verticalidade caída para trás,

confusão de letras simétricas (Ex: b e d).

De acordo com o autor Visca (2008) as causas podem ser várias: neurológica,

oftalmológica e /ou audiológica.

O problema acarretado por estas causas é sempre a dificuldade de coordenar a letra para a escrita.

A disgrafia pode surgir como parte da síndrome dispráxica ou dentro do quadro da debilidade motora,

podendo ainda estar ligada à surdez e aos transtornos de lateralidade.

As disgrafias podem ter ainda causa emocional,

e até mesmo socioeconômicas,

aprendizagem e vir a desenvolver um ou mais distúrbios de aprendizagem.

(GOMEZ,

1998,

130).

Geralmente a disgrafia apresenta-se associada à dislexia,

pois na grande maioria das vezes o aluno inverte as letras e muitas vezes até troca a letra,

encontrando consequentemente dificuldades na escrita.

Uma vez que o aluno troca as letras para escrever,

possivelmente trocará durante a leitura e vice-versa,

pois ambas estão interligadas.

De acordo com Cinel (2003,

“o ler é condicionado pelo escrever e,

é preciso que a escrita conduza o leitor a enquadrar todos os símbolos (letras,

etc...).” Ainda de acordo com CINEL (2003,

p.9) A escrita pode ser um fator importante para que se estabeleça e se mantenha um dialeto como padrão,

Graficamente representada,

uma língua tem mais possibilidade de servir de modelo pela estabilidade que adquire,

A escrita é mais cuidadosa que a fala e,

mais permanente e torna mais evidente os problemas que se

constituem distúrbios de grafia: disortografia ou disgrafia,

Escrever com máquina datilográfica,

pode ser muito mais fácil para o disléxico.

Segundo o Portal Educa Mais,

a criança disgráfica é vítima de transtornos que provém ora do plano motor,

A dificuldade de integração visual-motora dificulta a transmissão de informações visuais ao sistema motor.

“A criança vê o que quer escrever,

mas não consegue idealizar o plano motor”.

Sua escrita é nitidamente diferente da escrita da criança normal,

o que não acarreta homogeneidade no interior do grupo dos disgráficos.

O programa escolar deve ser adaptado às condições necessárias,

ao desenvolvimento e desempenho dos alunos,

atendendo às diferenças individuais.

Isso implica afirmar a necessidade de atendimento pedagógico diferenciado.

O professor precisa ter uma personalidade adequada ao tipo de trabalho que irá desenvolver,

ter equilíbrio emocional para que possa encarar os problemas com compreensão e tolerância.

Sua tarefa é muito complexa: trabalhar com crianças que apresentam problemas sérios de aprendizagem e tentando tudo para solucionar suas dificuldades,

a fim de realizar um trabalho eficiente.

De acordo com BASTOS (2012,

O tratamento requer uma estimulação lingüística global e um atendimento individualizado complementar à escola.

Os pais e professores devem evitar repreender a criança.

Reforçar o aluno de forma positiva sempre que conseguir realizar uma conquista.

Na avaliação escolar dar mais ênfase à expressão oral.

Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas.

Conscientizar o aluno de seu problema e ajudá-lo de forma positiva.

As crianças disgráficas precisam ser ensinadas a combinar os movimentos,

a associar a seqüência de movimentos para executar tarefas.

A maioria das crianças

disgráficas consegue progresso satisfatório quando são ensinadas a fazer associações visual-motoras apropriadas.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA

sendo uma revisão sistemática e fundamentada em referencial bibliográfica a fim de adquirir informações sobre a disgrafia onde foi aplicado uma abordagem

direta a um grupo de professores

ensino fundamental Para Andrade (1999) a pesquisa bibliográfica é um tipo de pesquisa que tem como objetivo conhecer e analisar as principais contribuições teóricas existentes sobre um determinado tema ou problema.

Por ser uma pesquisa bibliográfica de cunho descritiva é desenvolvida a partir de matéria já elaborada constituído principalmente de livros e artigos científicos (GIL,

2012).

Toda pesquisa foi realizada diretamente com grupo composto por trinta e cinco professores regentes do Ensino Fundamental de uma escola municipal da cidade Guairaçá- Pr .

O pesquisador explicou detalhadamente questionário que foi aplicado contendo 12 perguntas de alternativas todos os concordaram,

sendo dispensada a identificação dos mesmos.

As perguntas utilizadas foram de

O TRÁFICO INTERNACIONAL DE PESSOAS E O ENVOLVIMENTO DO BRASIL EM SEU COMBATE

Tráfico internacional de pessoas e tráfico de migrantes entre

Tráfico de Pessoas uma Abordagem Voltada para o Direito Internacional dos Tráfico Internacional de Seres Humanos, Prostituição e Vulnerabilidade internacional de pessoas para fins de exploração sexual, e pelo art 231 A do CP , que dispõe sobre o tráfico interno de pessoas para fins

O uso de filmes como estratégia terapêutica na prática clínica.

relato de experiência: o filme como uma estratégia - Editora Realize

uma proposta de utilização do filme nas aulas de história para que o para o uso do cinema na educação é que o cinema motiva para o processo de pedagógica, por meio da utilização de filmes como elementos estratégicos para o proposta

O USO DE TEXTOS AUTÊNTICOS EM UM CURSO DE INGLÊS INSTRUMENTAL PARA CONVERSAÇÃO THE USE OF AUTHENTIC TEXTS IN AN ESP COURSE ON CONVERSATION

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA COM TEXTOS AUTÊNTICOS - UEL

Uso de textos autênticos na formação inicial do professor de língua inglesa Inês Confuorto1 Amélia Maria Jarmendia2 INTRODUÇÃO A formação de  Los avisos y afiches son textos auténticos que los niños suelen encontrar en todos interrogar el mundo que los rodea haciendo espontáneamente

O USO RORTYANO DE DEWEY

Karl Marx como John Dewey - Centro de Estudos de Dewey e

tonomía privada 6 En segundo lugar, Dewey versus Foucault 7 En tercer lugar, Foucault Es decir, según Rorty dicho uso de poder correspondería al análisis Há, portanto, um interesse rortyano que pode ser um interesse as lutas de classe

O Valor do Relacionamento com o Cliente CRM

1 MARKETING DE RELACIONAMENTO E - Anpad

de suas ramificações que é o marketing de relacionamento onde se é criado valor percebido Define se lealdade como um processo voltado às estratégias e   Com o objetivo de estudar as caraterísticas dos relacionamentos B2B num contexto internacional, faz se uma revisão da literatura sobre o valor dos 

O VENDEDOR DE SONHOS CHAMADO AUGUSTO CURY PDF

DADOS DE COPYRIGHT

s3 amazonaws e awslibrary23 o vendedor de download o vendedor de sonhos chamado augusto cury pdf Best of all, they are entirely free to find, use and download, so there is no cost or stress at all o vendedor de sonhos chamado augusto cury PDF

O verbo e o gesto: corporeidade e performance nas folias de reis

A experiência relatada por Roberto Rabêllo com o TEATRO

scielo mec pt pdf etn v20n3 v20n3a05 pdf O VERBO E O GESTO CORPOREIDADE E PERFORMANCE NAS FOLIAS DE REIS 541 vezes, o corpo enfrenta durante a jornada serve para lembrar o martírio e o sofrimento vividos por Jesus, José e Maria, bem como pelos três

o w n e r s m a n u a l

HSAs and Certain Business Owners - Benefit Strategies

An original and one (1) copy of this application and supporting documents must be filed at the Division of Housing and Community Renewal (DHCR) office  the printing of this owner's manual If the vehicle has the Duramax diesel engine, see the Duramax diesel supplement for additional and

O.21 - Avaliação da rugosidade superficial de

AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL DE CIMENTOS IONOMÉRICOS

iij br pdf article 124 pdf Avaliação da perda de peso, da rugosidade de superfície de placas de titânio, esmalte bovino, resina acrílica para base de prótese convencional e sobre implantes e PMMA após teste de abrasão por escovação simulada Revista Innovation Vol 4

Home back103010311032 103310341035 Next

Gilvete Maraschin - ROCA - UTFPR

[PDF] Gilvete Maraschin ROCA UTFPRrepositorio roca utfpr edu br MD EDUMTE VII 2014 22 pdf

http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/4364/1/MD_EDUMTE_VII_2014_22.pdf

Propostas metodológicas para trabalhar as dificuldades dos - SEED

[PDF] Propostas metodológicas para trabalhar as dificuldades dos SEED diaadiaeducacao pr gov br 2014 ufpr port pdp raquel souza de lima pdf

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2014/2014_ufpr_port_pdp_raquel_souza_de_lima.pdf

Reflexões e práticas pedagógicas diante dos distúrbios e - SEED

[PDF] Reflexões e práticas pedagógicas diante dos distúrbios e SEED diaadiaeducacao pr gov br 2013 ufpr ped pdp leocadia de oliveira mendes pdf

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_ufpr_ped_pdp_leocadia_de_oliveira_mendes.pdf

dislexia; discalculia; disgrafia

[PDF] dislexia; discalculia; disgrafia monografias ufrn br O 20pedagogo 20e 20os 20distúrbios Artigo 2017 pdf

https://monografias.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/5764/3/O%20pedagogo%20e%20os%20dist%25C3%25BArbios_Artigo_2017.pdf

norma para elaboração do trabalho de conclusão - UniSALESIANO

[PDF] norma para elaboração do trabalho de conclusão UniSALESIANO unisalesiano edu br biblioteca monografias 60105 pdf

http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/60105.pdf

O professor frente às dificuldades de aprendizagem: Ensino público

[PDF] O professor frente às dificuldades de aprendizagem Ensino público repositorio ufc br riufc 2013 art mrmnunesjatanksmdcosta pdf

http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/17809/1/2013_art_mrmnunesjatanksmdcosta.pdf

um estudo sobre os distúrbios e dificuldades de aprendizagem na

[PDF] um estudo sobre os distúrbios e dificuldades de aprendizagem na educere bruc br CD2013 pdf 7657 5028 pdf

http://educere.bruc.com.br/CD2013/pdf/7657_5028.pdf

Dislexia, Disgrafia, Disortografia e Discalculia

[PDF] Dislexia, Disgrafia, Disortografia e Discalculia ciec uminho documentos ebooks 2307 pdf s Dislexia pdf

http://www.ciec-uminho.org/documentos/ebooks/2307/pdfs/8%20Inf%25C3%25A2ncia%20e%20Inclus%25C3%25A3o/Dislexia.pdf

<